A exposição mostra como a cartografia foi desenhando os contornos da América, do Brasil e de São Paulo. Trata dos mapas como representação e analisa a natureza da linguagem cartográfica. Discute os usos políticos da cartografia na definição das fronteiras territoriais. Explora as vivências no cotidiano do sertão, caminhando por trilhas e rios, descrevendo os tempos de viagem, os sabores da culinária bugre, as rezas e ladainhas de proteção dos caminhantes. Com base em imagens de satélite, a exposição simula a dinâmica da rede de caminhos, vilas e cidades que desenhou os diferentes contornos do território paulista, de 1534 a 1822. Estimula a imaginar as condições materiais e técnicas e as dificuldades do apossamento e mapeamento do sertão.
Com foco no território da Capitania de São Paulo, explora o acervo do Museu Paulista e expõe réplicas de documentos de Arquivos brasileiros e portugueses. Coloca à disposição do público, em versão facsimilar, a produção cartográfica, tomada como fonte para a História e não como raridade.

